Shame on you, Sephora!

Quando foi anunciada a vinda da Sephora para o Brasil, nós entramos em êxtase! Uauuuuuuuuuu, aquilo tudo ao nosso alcance! Marcas que nunca foram vendidas no Brasil, aqueles displays enoooooooormes, vai ser nossa Disney World! Wohooooooooo!!!!

No dia da inauguração foi aquela loucura: pessoas dormindo na fila, muitos flashes, muita gritaria e confusão!

Imagem: Folha de SP

Mas vimos que as coisas não seriam bem assim como pensávamos: vendedores despreparados, displays imundos, muita bagunça e vários benefícios que a Sephora oferece no resto no mundo (como as amostras generosas nos pedidos, o cartão Beauty Insider etc) foram excluídos nas lojas brasileiras.

Ok, vamos relevar, foi o começo, as coisas vão melhorar.
Houve o baphão das blogueiras x Conar x Sephora (que deu uma desculpa muito esfarrapada) e, para quem não sabe, houve um segundo processo, dessa vez contra a blogueira Renata Betti, do blog Amici per Amici. Ok, vamos relevar, tadinhas. São muito ocupadas, têm muita dores de cabeça, não sabiam das regrinhas da brincadeira.
Aí veio a Black Friday. Uau! Produtos pela metade do preço, o sonho americano chega até nós!
Mas aí começou o pesadelo, amigues.
A fan page da empresa está LO*TA*DA de reclamações. Produtos não entregues, falta de atualização dos status dos pedidos, produtos enviados quebrados, chat que não funciona, falta de telefone/email/sinal de fumaça para contato.

 E a única resposta da empresa até agora foi essa:

No Reclame Aqui, são 3.280 ocorrências. 
O pior de tudo que eu achei foi o descaso com os consumidores. Na fan page da Sephora, parece que nada está acontecendo com eles. Centenas de reclamações e as postagens da páginas seguindo em ritmo normal, inclusive comemorando o 1.000.000 de “curtidores”.
Xingar no Twitter, no Facebook e no Reclame Aqui faz barulho, põe pressão, mas não costuma resolver muita coisa, ainda mais com esse volume de reclamações e com uma empresa que está fazendo a egípcia com seus clientes. Nesses casos, só o Procon resolve.
Procurem seus direitos, não fiquem sentados esperando a solução chegar.
É um saco? É.
Mas é o que deve ser feito para que a empresa leve uma multa e não faça isso de novo.

Baphão do dia

Há uns dias divulguei um link sobre a liberação de 200.000 reais da prefeitura do Recife para o Shopping Day, da Camila Coutinho.
Ontem circulou pela internet um print do Diário Oficial onde lê-se que os 200.000 foram dispensados de licitação por se tratar de um evento “que tem como intuito fomentar a economia cultural no segmento da moda e divulgar os artistas e estilistas locais”.
Escrevi um texto junto com o João Varella, no blog dele.


Clique aqui para ler.

Jabá fail do dia

Além de cafona e de estar em um blog cuja dona prega um estilo de vida saudável, esse anúncio está em desacordo com o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.
Publicidade de bebida alcóolica é uma coisa séria, não é palhaçada, possui um monte de regras próprias, inclusive constar a “cláusula de advertência”:

É só deixar de preguiça e procurar saber como se faz direito, porque elas só são sérias na hora de receber o pagamento, né?

Inconsciente coletivo do dia

O delineador e a máscara da YSL são a bola da vez. Todo mundo comprou, amou e, como boas amigas das leitoras, resolveram compartilhar a dica. Coincidentemente, ao mesmo tempo.

Ops! E esse “not for sale” aí? Será que as lojas gringas estão vendendo produtos promocionais? Kkkkkkkkkkkkkkk!!!!

(Já repararam que ela só escreve “pincél”? Será que em Araça é assim?

Dos DEZESSETE produtos do post, só três têm o link para comprar e coincidentemente, os mesmos que as outras colegas indicaram.

(Para acabar com um potinho desse tem que usar delineador 24/7 durante meses, né?)

Agora vamos aos fatos. 
Nesse caso da YSL tá mais que na cara que é uma ação promocional da marca e que os posts foram encomendados. E não pensem que elas escreveram os posts em troca dos produtos, elas receberam $ também.

Sempre disse que as blogueiras podem e devem ganhar dinheiro com os blogs porque é uma coisa que despende tempo e tempo é dinheiro.
Agora, dizer que os produtos foram comprados, que elas amaram e quiseram dar a dica é muita falta de caráter. 
É mentira, enganação e vai contra o Código de Defesa do Consumidor que, no seu artigo 36, diz: “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.”





Nos outros casos, sempre que o post tiver algum link, endereço, telefone etc para comprar o produto, é pago e deve ser sinalizado. A menos que a loja seja da própria blogueira, do amante, da mãe, do papagaio ou ela é burra de trabalhar de graça mesmo.


A Thássia, por exemplo, cobra 4 mil reais por post publicitário e quem quiser anunciar com ela tem que ficar na lista de espera. Sim, tem lista de espera.
Agora me digam: você acha que ela (ou outra que cobra um valor parecido) vai perder tempo (e espaço no blog) fazendo post de diquinha de beauté? Por favor, né? Ninguém perderia!




Quem se sentir lesado pode fazer a denúncia ao Procon ou no Conar, mas como aqui no Brasil as pessoas ainda não aprenderam a denunciar e a fazer valer seus direitos, provavelmente isso vai continuar por muito tempo.


Contravenção do dia

Aquela “lojinha“, velha conhecida daqui do blog, está vendendo falsificação digna de camelô da 25 de março na maior cara de pau:

O que mais ME ADMIRA é que as duas sócias da marca são ADVOGADAS. Ou melhor, adevogadas, para não denegrir a classe.
E falsificar produtos é CRIME, será que elas conhecem esse artigo do código penal?

Quem sabe se elas misturarem óleo de peroba na base Lancôme ops, Eudora elas não disfarçam a cara de pau?

E pode a marca MYAH usar o logo da YSL? E pode a Lax Store vender falsificação?
Pra que serve a propriedade intelectual?
Como diria o mestre Gayegos: Braziu ziu ziu…